Comemoração
Arroio do Padre recebe mais de 17 mil visitantes em dois dias de festa
Eventos destacam as potencialidades econômicas do município que completa 27 anos nesta segunda-feira
Jô Folha - DP - Depois de três anos suspensas por causa da pandemia, festas voltaram a ocorrer
O recinto do Centro de Eventos Dorothéa Coswig Buss, em Arroio do Padre, ficou pequeno para o grande público que compareceu às festas deste final de semana. Foram mais de 17 mil visitantes, 12 mil somente no domingo, para celebrar durante a 18ª Festa Municipal de Arroio do Padre e 14ª Festa Regional do Caqui e da Maçã e comemorar o 27º Aniversário de Emancipação do município, completados nesta segunda-feira. O prefeito Rui Carlos Peter (UB) está satisfeito com os resultados, segundo ele, obtidos a partir de diversas parcerias com produtores, instituições e comunidades religiosas locais.
Entre as atrações, além do caqui e da maçã, comercializados nas bancas do pavilhão da agricultura familiar diretamente dos produtores aos consumidores, pratos típicos, café colonial, muita música e alegria. Nas bancas de indústria e comércio, destaque para os empreendedores da rota turística Belos Caminhos de Arroio do Padre, que está em formação e já conta com sete empresas, seis ativas e uma em organização.
A edição dos eventos, retomada após três anos sem ocorrer por causa da pandemia, foi a primeira e única do mandato do prefeito, que não poupou esforços para oferecer uma infraestrutura adequada a expositores e visitantes, que sentiram falta das festas anuais e que são marca registrada do pequeno município da Serra do Sudeste. “Frutas, como o caqui, têm uma simbologia, por ser uma fruta típica e estar presente em praticamente todas as pequenas propriedades do município”, diz o prefeito. Segundo ele, toda propriedade tem pelo menos um pé de caqui.
A maçã, apesar de ainda possuir área pequena e mercado restrito, é responsável por levar o nome da cidade para outras cidades gaúchas, como Santa Maria, Pelotas, Rio Grande e outras. “Os produtores têm buscado cada vez mais se profissionalizar”, ressalta.
No caqui, são cultivados quatro hectares por 12 produtores, três com produção maior e os demais em pequenas áreas. A produtividade gira em torno de 20 toneladas por hectare e a expectativa é de colher em torno de 80 toneladas nesta safra, que se estende até maio. Na maçã, são seis hectares e dois produtores. A produção chega a 100 toneladas. A safra da fruta ocorre no mês de janeiro. Outras frutícolas como o pêssego, a pitaya, os citros, ameixa e goiaba começam a ganhar maior espaço nas propriedades locais.
Mas o grande destaque ainda é a cultura do tabaco, com cerca de 1,2 mil hectares cultivados, constituindo-se na maior fatia do Produto Interno Bruto (PIB) do município. Dos 427 estabelecimentos agropecuários locais, 271 produzem tabaco, mais de 60% têm o fumo como uma de suas atividades.
Um dos momentos mais esperados das festas ocorreu, na tarde de ontem, durante o Desfile Histórico e Cultural de Carros Alegóricos, quando é contada a história dos colonizadores pomeranos, desde a sua chegada à região e fixação nas terras da Serra do Sudeste, as culturas que foram trazidas por eles e os equipamentos utilizados para trabalhar na lavoura, vestuário, música, dança e outros.
O Centro de Eventos Dorothéa Coswig Buss, parque com 15 anos de atividades em área cedida pelo Clube Esportivo Arroio do Padre, recebe constantes melhorias. Está em execução, obra de calçamento do local, que contará com acessibilidade como rampas e pisos táteis, garante o prefeito, que relata o investimento de R$ 729,5 mil nesta obra, através de emenda parlamentar. Ele também relata a instalação de 160 pontos de iluminação em led na estrada principal que leva até o parque, com aporte do município na ordem de R$ 190 mil e que deve resultar sobretudo em economia de energia.
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